Levantem as mãos seus bastardos!
Leviana mentira!
Agindo sorrateiramente, como serpentes a espreita da vitima. Se intitulam, se vangloriam, mentem. A maior das mentiras, sim, existe a maior das mentiras. Mentir pra si mesmo, essa é a maior das mentiras. Colocam Deus em fábulas mirabulosas, envergonham a força divina suprema que nos deu a vida. Nos ensinaram a criar bestas de madeira e pedra, e colocando ali o poder de Deus. Mentira! Nos presentearam com objetos inanimados, deram faces sobre o desconhecido, nos enganaram. Como simples primitivos, nos deram rituais, limitaram o poder de Deus a um levantar e abaixar de mãos enganadoras, como se Deus estivesse ali, com acesso simples por tragédias ensaiadas. Nos criaram com cabresto, nos impediram de viver, deixaram nossa mãos atadas em troca de uma promessa maligna que um dia teriamos uma outra vida bem melhor que essa. Porque devemos viver esta vida de sofrimento então? Já que és tão insignificante perante a mestria com que é minusciosamente descrita na comédia que se faz a outrora! Bastardos, isso sim. Esses que vos falam de amor, lhes fingem amor, lhes negam a vida, negam sua propria vida perante seus semelhantes, mas na coxia onde encenam seu ato, tramam, traem, matam, roubam, mentem, são pecadores. Pecadores maiores se és possivel tal afirmação. Se crêem em verdade, se dizem crer em verdade, a cada palavra mais se mostram mentirosos. Não há Deus nestes lugares. Mas caso busquem rituais e celebrações com alegorias vãs, sintam-se em casa. Pois não passam disso, simples alegorias, como um carnaval, como um natal, como muitos de nossos dias. Como podem dizer que fazem em nome de Deus, pobres bastardos, sequer conhecem realmente a Deus. Empunham uma bandeira, juram honrá-la até a morte, mas não é a bandeira de Deus, é apenas uma bandeira de homens, é a bandeira que nos fizeram tolos por séculos e ainda assim muitos de nós são feitos. Esses sim são homens de pouca fé. Em sua vã consciencia colocaram Deus em pedaços de madeiras, trocaram o nome de Deus, o aprisionaram. Criaram um deus "soberano", mas que nos permite o sofrimento, um deus onipotente, mas que não vence o mal, ou pior, que deixou a existencia do mal, criaram um deus onipresente, mas impediram-lhe de chegar ao coração do pequeno faminto que padece aos prantos sobre o cadáver esquelético dos irmãos, criaram esse deus. E se dizem ter o amor de Deus, enchem a boca para falar em nome de Deus. Tendo Deus como unica força criadora e atuante no universo, temos que aceitar Deus como o criador do próprio mal. Que Deus tem o poder, que Deus é o poder, isto está claro, caso contrário todos nós já teriamos sido tragados pela garganta nebulosa do mal, mas existe o mal, e ele estava lá, e lá ele encontrou um Deus que não era onipotente, ou teria Deus cedido uma "terça parte de seus anjos" por simples compadecer dessa outra força? Deus se fez presente nas coisas boas da vida, nas coisas simples, no abraço apertado do filho, expressando a saudade de um pai que a muito estava ausente, ali está Deus, este sim é Deus, o Deus que nos dá o ar nos pulmões toda manhã, e esse Deus vem gratuitamente, vem em momentos simples, sem cerimônias, vem no amor. Deus não vem em trajes festivos, comandando carros alegóricos, não vem em muralhas, em vitrais, em mirras e incensos espalhados pelos cômodos da casa; não vem em desenhos, não vem em estátuas de pedra ou de barro, Deus vem no sol da manhã, no calor deste sol, que esquenta nosso corpo e nos convida a brindar mais um dia que se inicia. Mas este verdadeiro Deus foi aprisionado, por aqueles que mais deveriam lhe dar a liberdade, aqueles que se intitularam sacerdotes. Esses bastardos não conhecem Deus.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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