sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Memórias póstumas...
Eu sempre tive um fascinio pela morte, já que ela é inevitável resolvi encara-la, muitas vezes eu a busquei, quase a encontrei, mas isto tudo era apenas para experiencia em meu laboratorio. Neste admirar do incerto que nos espera eu criei um roteiro de como eu queria que ela acontecesse, ou melhor, de como eu queria que acontecesse depois que ela chegasse, sempre imaginei uma cena cinematográfica, a trilha sonora seria a musica Sleepwalker de Jonny & Santo, imaginei eu dentro do caixão, as flores, as velas, as lágrimas, imaginei meus familiares me guiando para a ultima despedida, carregando meu caixão, meu pai, meus primos, cada qual em uma alça. e sobre o caixão a bandeira do meu clube do coração, como meu ultimo desejo sendo atendido, talvez além da minha familia esta tenha sido a unica razão de alegria nessa vida sofrida, creio que eu não teria muitas pessoas no meu velório, além dos meus familiares, uns outros poucos amigos, pois sei que nunca fui um cara popular e assim sem mérito nenhum de que esta ultima cerimônia seja assistida ou noticiada a tantos, mas ali seria eu, como foi minha vida inteira, sozinho em meio aos poucos que me rodeavam. Após a cerimônia eu não seria conduzido para um espaço em um cemitério como ainda é feito nestas cerimônias primitivas, meu corpo seria encaminhado para um crematório, e as cinzas, bem... ...elas seriam espalhadas pelas ruas da cidade onde eu andei, soltas ao vento, imortalizando os meus passos.
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