quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que temos de certeza desta vida?

Não sabemos de onde viemos e nem pra onde vamos, passamos a vida inteira procurando respostas para coisas que estão além da nossa capacidade, brincamos de deuses, brincamos com Deus. Se vamos morrer, seja com vinte e sete ou noventa anos, isso não importa, mas o que faremos até lá? Estamos todos em um mesmo barco, somos todos seres humanos, todos de uma mesma familia, não temos raça, religião, nem país, somos todos irmãos, devemos nos amar como tal. Gastamos nossa inteligência criando maneiras diferentes de tirar vidas, tiramos vidas por dinheiro, como isso é possivel, como aceitar que tenhamos a capacidade de matar nossos irmãos, como empunhamos nossas armas para tirar uma vida, simplesmente por ela não concordar com "nossas" teorias religiosas, como podemos ficar felizes quando garotos de outro país perdem a perna em um campo minado, como podemos aprisioná-los em campos de concentração por não terem nascidos no mesmo solo que o nosso, qual a diferença? Uma linha imaginária separa um país de outro, e o que lhe faz acreditar que esse punhado de terra deste lado de cá é melhor que o deste outro ai? Na guerra nunca há vitoriosos, todos somos perdedores, a humanidade perde, o planeta chora, chora pelo sangue de seus filhos que são enviados como cordeiros ao sacrificio, enviados a morte sem propósito algum, como os pais podem dormir tranquilos? Eu sei muito bem que tantos passaram por este mundo buscando a paz, tentando de tantas maneiras que fossemos irmãos verdadeiramente, em musicas, livros, passeatas, protestos, movimentos, e tantos mais, mas infelismente o mundo não quer paz, o ser humano nasceu para a guerra, mas para uma guerra má, nasceu para lavar as mãos com o sangue de seus irmãos, pois destes tantos que lutaram pela paz o que receberam além do ataque insano do mal, tiveram suas vidas ceifadas violentamente por desejar o bem. Quem faz o bem hoje? A religião? Esta dita autoridade está aqui com o unico propósito de comandar uma sociedade primitiva, comandar para beneficio próprio, e não pela "obra de Deus", Deus nos criou para que vivessemos em comunhão, Deus não criou religião, não criou estes dogmas, isto tudo é obra do homem, Ele com certeza não se agrada com tamanhas barbáries que são feitas em Seu nome. Imaginem a cena da criação, "Filhos, vos criei cristãos e por isso vão habitar esta região, e criei também estes que habitam em outras terras e serão chamados de muçulmanos, para que vocês possam enfrentá-los e matá-los em Meu nome". Porque Deus faria isso? Por acaso não é ele criador de todos os seres? Não há lógica neste pensamento religioso, toda essa religião que habita o mundo está errada. Isso tudo é obra de nosso espirito separatista, é obra de nosso preconceito. Nada há de Deus nisso, com certeza ele não se alegra nisso. Como podemos amar a Deus se odiamos nosso irmão? Enquanto não tivermos a coragem de nos abraçarmos verdadeiramente como irmãos, sem que haja distinção de raça, de nacionalidade, de religião, enquanto isso não acontecer verdadeiramente, não há como dizer que encontramos Deus.

Somos heróis

Ser um mito, uma lenda, talvez isso seja importante para alguem, tenho visto isso em muitos, já me questionaram indagando oque eu tenho não é depressão, é simplesmente falta de atenção, vontade de ser popular, e essas coisas demasiadas humanas, comentários falhos, nada épico em uma vida lutando para encontrar felicidade, tendo "duas caras", pois é assim que muitos entendem, "duas caras", mas a palavra correta e bipolariedade, sou sim, sou dois, duas pessoas, pelo menos, as vezes até mais, mas e quando eu não sei quem sou? Muitos que tiveram a oportunidade de me conhecer, pouco que seja, criou a imagem de um cara "sarrista", e vêem nisso a felicidade, mas não, isso não é felicidade, é uma forma de tentar fugir... ...nunca busquei chamar a atenção, sei que em certas horas isto é inevitável, sei que tenho a atenção de alguns, do meu filho com certeza, sei como ele é, uma fotocópia minha, e é por isso que me preocupo, tudo que eu faço ele repete, não quero que ele seja como eu, claro isso parece jargão, porque todo pai quer o melhor para seu filho, eu sou uma pessoa boa, mas apenas uma pessoa boa, com um coração aberto a todos, uma pessoa que luta pela paz, mesmo que seja como se eu estivesse com as mãos atadas as vezes, mas essa pessoa boa comete erros, todos cometemos, e essa fotocópia minha não pode ser fiel ao original, deve ter uma dose de "manipulação gráfica" para melhorar algumas imperfeições, sei que arrasto em meus genes um problema familiar relacioando a depressão, eu gostaria de poder puxar todo esse problema para mim, segurar bem forte pra que ele não escapasse para mais alguém, apertar ele e me jogar do penhasco, sacrificando a minha vida para poder salvar a de outros, mas isto é pura ficção de um cristianismo, não há como isso acontecer, nunca houve, mas quero salvar meus filhos, quero tirar deles essa raiz da depressão, isso ninguem merece, essa prisão, uma condenação perpétua, como salvá-los? O que fazer naquela noite que você está em lágrimas, aso prantos, em uma crise desesperada, como fazer pra chorar sem que ninguem perceba? Não é fácil. Meus anjinhos não precisam disso, eles precisam de um pai forte, um pai que não teme nada nem ninguem, eles precisam de um herói, não é fácil ser um herói, não em vida, em histórias fabulosas isso é possivel, mas não em um ser feito de carne e osso, não um ser lapidado pelas lágrimas, mas podemos ser heróis, devemos...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quarto dos pais...

Quando se é criança nossos medos são curados com um simples abraço, com o fugir no meio da noite do seu quarto para o quarto dos pais, se escondendo por de baixo das cobertas, e ali todo o choro, lágrima, medos, e fantasmas não lhe alcançam, ali você está protegido. E você pensa que os fantasmas se foram. Mas e quando eles voltam, mesmo depois de adulto, neste momento seus pais mudam de nome, para mim passaram a se chamar Fluoxetina, Haldol, e alguns nomes similares, já não era o quarto dos pais que me trazia a paz, eu só a encontrava nas cinco gotas do Haldol, e em um comprimido de Fluoxetina na manhã seguinte, essa foi a minha paz por um bom tempo. E por mais que eu chorasse, por mais que eu gritasse, minha mãe não me ouviria, meu pai não me ouviria, ninguém, eu estava ali, trancado no quarto escuro, sem janela, sem as chaves, sem saída, e quando eu saio deste quarto escuro e penso ter encontrado a liberdade, percebo mais uma ilusão, pois agora eu estava preso em um quarto de vidro, onde eu tinha a visão de todas as pessoas, mas elas não me viam, e eu não podia tocá-las, eu gritava, batia no vidro, mas elas passavam despercebidas, como se eu não estivesse ali.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Memórias póstumas...

Eu sempre tive um fascinio pela morte, já que ela é inevitável resolvi encara-la, muitas vezes eu a busquei, quase a encontrei, mas isto tudo era apenas para experiencia em meu laboratorio. Neste admirar do incerto que nos espera eu criei um roteiro de como eu queria que ela acontecesse, ou melhor, de como eu queria que acontecesse depois que ela chegasse, sempre imaginei uma cena cinematográfica, a trilha sonora seria a musica Sleepwalker de Jonny & Santo, imaginei eu dentro do caixão, as flores, as velas, as lágrimas, imaginei meus familiares me guiando para a ultima despedida, carregando meu caixão, meu pai, meus primos, cada qual em uma alça. e sobre o caixão a bandeira do meu clube do coração, como meu ultimo desejo sendo atendido, talvez além da minha familia esta tenha sido a unica razão de alegria nessa vida sofrida, creio que eu não teria muitas pessoas no meu velório, além dos meus familiares, uns outros poucos amigos, pois sei que nunca fui um cara popular e assim sem mérito nenhum de que esta ultima cerimônia seja assistida ou noticiada a tantos, mas ali seria eu, como foi minha vida inteira, sozinho em meio aos poucos que me rodeavam. Após a cerimônia eu não seria conduzido para um espaço em um cemitério como ainda é feito nestas cerimônias primitivas, meu corpo seria encaminhado para um crematório, e as cinzas, bem...                     ...elas seriam espalhadas pelas ruas da cidade onde eu andei, soltas ao vento, imortalizando os meus passos.

"Canto para minha morte"

"Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar"

(Canto para minha morte - Raul Seixas)

 Você já olhou nos olhos de uma pessoa enquanto se despedia e pensou na hipótese de ser a ultima vez que você vê essa pessoa, ou que ela o vê pela ultima vez?
O ultimo familiar a me ver antes de embarcar foi meu pai, chegou segundos antes do ônibus partir, será ele o ultimo a me ver com vida? Seria este o destino? Minha familia toda estava ali na despedida, mas meu pai havia se atrasado, quando eu estava na fila para embarcar ele chegou, fez todo o esforço possivel para estar ali, pra poder me abraçar pela ultima vez, eu muitas vezes penso que todo este esforço tenha motivo, que ele seja recompensado como sendo a ultima pessoa a tocar minha face, a ver meu semblante.

Quando se é criança...

Quando se é criança, todos os dias parecem iguais, todas as manhãs, acordar cedo e ir ao colégio, a tarde ficar em casa, jogar futebol na rua, e essas coisas de crianças. Quando se é criança nós temos um sentimento diferente, sentimos como se fossemos imortais, porque a idéia de morte não está clara na nossa personalidade, não vemos isso com tanto valor e pensamos que isto só acontece com os mais velhos, e assim respiramos o ar da nossa imortalidade. Saudades daqueles tempos que sentir saudade de alguém era porque a pessoa fora viajar e voltaria dias depois, hoje o significado de saudades é diferente, é saudades daqueles amigos de infância que já se foram, amigos que cresceram juntos respirando o mesmo ar de imortalidade que respirávamos, estes amigos se foram, e desta vez pra sempre, foram nos deixando aos dezenove, e aos vinte e poucos anos, mas ainda olhamos suas fotos e tentamos por um momento fingir que não é verdade, tentamos fingir que ele está lá na casa dele, que logo nos veremos, assim como acontecia na infância, quando se é criança, o "até amanhã" tem este significado literal, mas hoje o "até amanhã" muitas vezes significa "adeus".

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Criação de Adão



"No principio, Deus criou os céus e a terra" Gên 1:1

Estamos cada vez mais perto de ter certeza da frase acima.
Estamos muito pertos da existência de Deus.
Ouvi dizer que nem mesmo o próprio Darwin "pai do evolucionismo" acreditava em sua teoria... Afinal, se ela fosse verdadeira, amebas continuariam evoluindo e formando humanos, não precisaría-mos fazer sexo pra se prepoduzir, uma vez que existem bilhões de bilhões de amebas e a fonte humana seria suficientemente mantida a partir delas. Macacos continuaríam virando homens...
O tempo é o unico alicerce e ele não está auxiliando nas buscas evolucionistas...
Não acho a ciência evolucionista inútil, muito pelo contrário, evolucionismo e criacionismo sempre andaram juntos apesar de serem contraditórias e de fazer seguidores destas ciências quase entrarem no tapa!
Criacionismo é ciência SIM! Da mesma forma que os evolucionistas, queremos provar cientificamente a existencia de um ser superior que nos rege.
Vi uma frase em um filme que diz assim:
"A gente pode ficar furioso com o rumo dos acontecimentos, podemos chingar, podemos amaldiçoar o destino, mas quando chega o fim, temos que aceitar". (O curioso caso de Benjamin Button)
Independente do final, temos que aceitá-lo. É como deve ser, principalmente nessa briga Cria x Evo. Não tem o que possamos fazer pra mudar a realidade, só podemos escolher um lado, segui-lo e tentar defendê-lo. Só no fim é que saberemos a verdade, é uma pena não poder contar pra ninguém!

Mas aqui vai minha opinião para Evolucionistas, Céticos, Ateus, Agnósticos, Etc...

- Por que não acreditar em Deus? A Bíblia se contradiz e fatos científicos nos levam ao evolucionismo? Acreditam então que toda essa harmonia do universo, todos os seres que aqui vivem, toda a natureza, surgiu de uma explosão? Este ser perfeito, com todo o funcionamento e inteligência que vc controla veio de seres inferiores? Que depois vc simplesmente morre e alimentará a terra?
Ok.
E todo o conhecimento que você adquiriu na vida, todas as lutas, todas as quedas, todas as conquistas? Amamos, constituimos familia, ensinamos nossos filhos e amigos, aprendemos, trabalhamos, sofremos,vivemos sob regras, passamos fome, comemos, bebemos, passamos sede, choramos, sentimos saudade, sentimos dor, ficamos felizes, ficamos com raiva...
Se simplesmente vamos para um buraco alimentar a terra, qual é o propósito disso tudo que citei agora??? Pra que sofrer tanto pra viver? E o mais importante: Pra que estudar de onde viemos? Não seria mais facil ir logo de uma vez pro buraco?

A resposta para tudo isso pra mim só pode ser uma: DEUS nos colocou aqui pra aprender a viver pra no final provar a ele que conseguimos.

Minha idéia é esta e está formada. Não há comentario ou discurso que me fará mudar.

Qual o propósito deste Post?
Sei lá, talvez apreciar a arte da pintura de Michelangelo...

Rafael Cechin Pires
Texto original

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O que eu quero?

Não sabemos quando ela vai chegar (a morte), "com que roupa ela virá", se fosse na infância ou adolescência eu pediria que não chorassem por mim se eu morresse, porque talvez era isso que eu queria, muitas vezes eu quis mesmo morrer e pedi a Deus isso, mas a vida é mágica, e eu acredito em milagres, e uma dessas mágicas aconteceu comigo, dois destes pequenos milagres de Deus surgiram na minha vida, o primeiro em 2002 e o segundo mais recentemente em 2007, são chamados "filhos", são bênçãos de Deus, me fizeram pensar diferente, me fizeram agir diferente, não foi da noite pro dia a mudança, mas foi acontecendo a cada dia, a cada momento, e hoje eu respiro, deito e levanto por eles, e por eles eu sou muito feliz, hoje não quero mais a morte, hoje eu peço a Deus a vida, quero ver meus filhos crescerem, quero crescer junto com eles, quero ser pai, de verdade. Hoje estou aqui a 2.500 km de casa, uma distância que separa os corpos e não os corações, lutando, batalhando por um futuro melhor, tentando vencer como profissional, já se passaram seis meses e ainda faltam quase dois, mas está perto de acabar, logo estaremos juntos. Tenho sofrido com a distância, e ainda me vem esta crise novamente, me telefonam todos os dias querendo que eu volte, que eu abandone tudo aqui, sei que precisaria voltar e procurar um tratamento, mas isto aqui faz parte dos meus projetos, dos meus planos, se eu largar tudo por causa de uma paranóia sem fundamento eu vou estar me rendendo a ela, vou estar aceitando que ela é mais forte que eu, e isso eu não admito, render-se jamais, eu não acredito que vou morrer com 27 anos, se acontecer é mera casualidade, mas não vou mudar minha vida por causa disso, continuo remando meu barco, vou trabalhar, vou vencer, buscar minha família, andar de bicicleta com eles, construir nossa casa, enfim, viver nossa vida.

Hoje eu acordei sem medo

Hoje eu acordei sem medo, álias, ontem eu dormi sem medo, o que é mais importante do que acordar sem medo. O medo, talvez seja esse meu unico companheiro desde a infância, quando eu pensava que estava sozinho lá estava ele, feito um "fantasma vestido de Al Capone", não existe a solidão se você tem medo, o medo não me abandona, ele vem guiar o caminho quando a escuridão não permite que os olhos posssam contemplar a estrada de tijolos amarelos, mas hoje ele tirou folga, talvez por tanto tempo ao meu lado ficou cansado da história e me deixou respirar novos ares, hoje eu não tive medo. Pense, todos vamos morrer, uns mais cedo outros mais tarde, alguns amanhã, outros se foram hoje mesmo, todos nós vamos, e isso não é novidade pra ninguem. Mas e se você soubesse quando isso fosse acontecer? Pisicótico não acha? Me diga que você não sentiria medo? Tente criar por um só momento esse sentimento, busque do fundo do estomago, aquele medo, aquele frio que sobe a espinha, pense nisso e tente imaginar como eu me sinto. Se você conseguir simular este sentimento não o prove de uma dose excessiva, tente esquecê-lo logo, antes que a insanidade lhe tome conta.

Porque 27 anos?


Porque 27 anos? Me perguntam. E eu mesmo me pergunto, porque? Muitos dizem que é uma alusão aos mitos que morreram nessa idade, mas esta é a primeira justificativa que eu descarto de imediato, pois essa "criação" do numero 27 vem da infância, de uma infância sem Jimmi Hendrix, sem Doors, sem todos estes e outros, pois meu gosto por tal repertório veio muito tempo depois do mito dos "27" surgir na minha vida, o próprio Kurt Cobain ainda não havia disparado contra a própria cabeça quando os "27 anos" surgiram na minha mente, logo esta hipótese de querer "imitar" os famosos é descartada, e persiste a pergunta, porque?

sábado, 17 de outubro de 2009

Ataque de pânico

Um fato interessante, trágico, mas interessante, em um dado momento da minha vida eu voltei a ter problemas com a depressão, eu já estava casado, tinha filho, casa, cachorro e tudo mais, enfim uma família, mas fui pego por um mal súbito, algo como um ataque de pânico, uma ansiedade imensa, precisava de um remédio para me acalmar, peguei minha moto e fui até a farmácia mais próxima, cheguei lá visivelmente transtornado, mal conseguia me expressar, mas disse ao farmacêutico o que queria, ele me pediu a receita, e eu não tinha, o remédio era barato, custava menos de R$ 10,00, mas era vendido sob retenção da receita, e aquilo só fez piorar a situação, minha ansiedade era tamanha que eu estava aponto de pular pelo balcão e tomar o remédio a forças dele, mas me contive e sai da farmácia, me passou na cabeça assaltar a farmácia para conseguir o remédio, voltei então para próximo da farmácia, respirei fundo e desisti da ideia, fui para casa, e a busca incessante por algo me desse alivio daquela ansiedade, daquele pânico, mas fui vencido apenas pelo cansaço, e isto demorou muito.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

7 dias de noite...


Lembro-me de um acontecimento, com certeza um dos mais marcantes, creio que eu tinha meus 18 anos ainda, estava namorando, trabalhando e cursando a faculdade, repentinamente fui tomado por uma crise depressiva tamanha qual eu nunca havia experimentado até então, não me lembro bem como começou, se foi à noite ou pela manhã, mas lembro-me bem que passei uma semana inteira trancado em um quarto escuro seminu sentado sobre uma cadeira de palha, sequer conseguia me alimentar, não atendia os telefonemas de ninguém, não permitia que ninguém se aproximasse de mim para entender o que estava acontecendo, estava extremamente hostil com qualquer pessoa, hostilizando a todos os familiares, até minha namorada ao tentar falar comigo ao telefone ouviu coisas as quais eu nem sei repetir, e sem entender nada ficou aos prantos conversando com minha mãe ao telefone, não saia pra nada, nem de dia nem a noite, não sabia o que era dia e noite naquele momento, tudo parecia apenas uma grande escuridão, se me perguntares o que eu senti nestes dias, posso lhes dizer que era medo, um medo tão grande, um pânico, ouvi vozes, sim, ouvi vozes de uma maneira sem explicação, não sei relatar o que me falavam, pois o trauma foi tão grande que eu creio que deva ter bloqueado algumas lembranças, mas estava em uma crise psicótica, foram longos dias, não posso afirmar que tenham sido sete dias exatos, não sei o inicio e o fim disso, sei que um dia conseguiram me tirar do quarto e me levar a um psiquiatra, creio que já estava num amanhecer daquele pesadelo, pois permiti a aproximação sem hostilidade, consultei então o psiquiatra, conversamos um pouco, minha cabeça ainda estava muito confusa, foi me receitado alguns remédios, não lembro de todos, mas lembro-me do Haldol e da Fluoxetina, sei que tinha mais, mas não lembro quais, consegui enfim descansar, dopado de remédios, mas um sono de uma criança em noite sem sonhos, em poucos dias eu estava novamente em minha rotina normal, novamente namorada, trabalho, faculdade, essas coisas, segui o tratamento por um bom tempo, alguns remédios me trouxeram reações adversas incômodas, me sentia lento no outro dia, algumas fórmulas foram trocadas nesse período, mas muito me incomodava o fato de me sentir lento no outro dia, até que um determinado dia quando julguei que estava apto a largar os remédios assim o fiz, creio que fisicamente fiquei prejudicado por este acontecimento e o uso dos remédios, tenho algumas dificuldades de memória vez em quando, mas retomei minhas atividades corriqueiras desta vez sem remédios.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Matem em nome de Deus!!!"


Deve ser isso que se fala em uma "guerra santa", não é aceitável que alguem possa derrar o sangue de outra pessoa simplesmente pelo fato de não ter os mesmos conceitos religiosos, matar em nome de Deus.

A igreja tem sido muito mais uma instituição política do que religiosa em todo o tempo, a igreja governa os estados, decide o porque "matar", o porque saquear, o porque tomar as terras de povos de outras religiões, dentre outras coisas.

A igreja vem ao longo da sua sinuosa história criando "organizações", e decidindo quando estas organizações deviam ser eliminadas, nas "cruzadas" aprovaram a "Ordem dos Templários", por volta do ano de 1129, uma ordem militar que foi criada com o intuito de protejer os cristãos no seu retorno das peregrinações a Jerusalem recem conquistada e defender as terras conquistadas nas Cruzadas, uma ordem criado com o mesmo voto dos mebros do clero católico, com votos de servir ao Senhor e votos de pobreza, sendo inicialmente conhecidos como "pobres cavaleiros de Cristo", mas que da mesma forma que a igreja, não ficou pobre muito tempo, acumulou riquezas ao longo dos anos, até que em um momento um Papa que percebeu o quão poderosa era a ordem, resolveu eliminá-la, isso mesmo, uma ordem criada pela igreja estava sendo alvo da igreja, o tal Papa ordenou aos reis que estavam sob seu comando que detivessem os cavaleiros e os forçassem a confessar que eram culpados de heresias, para assim poder condená-los a serem queimados vivos, isso mesmo, queimados vivos em "nome" de Deus, e assim a igreja toma pra si os bens e as fortunas conquistada ao longos dos séculos pelos "pobres cavaleiros de Cristo", que de pobres nada tinham.

A ambição de um Papa, fez com que pessoas fossem forçadas a assumir culpa de crimes que "não" cometeram, e assim poder queimá-las vivas... ...maravilha de religião.

O Papa era Clemente V, o Rei era Felipe "O belo", e o ultimo Grão-mestre da ordem a ser queimado vivo foi Jacques de Molay, que aos gritos enquanto ardia em brasas intimava o Rei e o Papa a comparecerem no julgamento de Deus, sendo assim que o Papa Clemente V e o Rei Felipe vieram a falecer naquele mesmo ano de 1314.

Índios foram para o inferno?




Milhares de povos, centenas de livros, centenas de religiões,e pensa-se que é cabível que apenas uma traz "a salvação"? E o restante das pessoas? Estão predestinadas a sofrer a eternidade no inferno.. ...isso é o que se prega nas religiões, cada uma com um nome diferente, mas com o mesmo sentido.

Mas façamos uma análise, penssemos na história, não precisa ser muito antiga, voltemos a alguns 500 anos atrás, num lugar chamado Brasil, isso mesmo, o país onde moramos, onde nascemos e onde vivemos, a 500 anos caravelas se aproximavam da costa de um lugar desconhecido, e enfim, vem toda essa ladainha que os professores contam nas aulas de história e que todo mundo tá cansado de ouvir, mas quando a religião chegou aqui, trazida pelos missionários colonizadores, digo religião, porque não foi Deus quem chegou, muito menos sua palavra, foi simples e pura interesseira religião, a religião européia foi imposta a ferro e fogo aos nativos que eram os donos das terras, trouxeram de lá, sua crença, sua "fé", e seus rituais, como que um circo chegando a uma cidade, com toda sua pompa, e estes nativos estavam aqui a milhares de anos, ou seja, nasceram, cresceram e morreram milhões até a chegada dos freis católicos aqui, pense e me responda: _ Todos estes indios que aqui estavam, que aqui morreram sem se quer ter ouvido uma palavra sobre o cristianismo, todos eles foram para o inferno?

Eu já ouvi respostas de que sim e de que não, mas motivos e comprovações reais não se tem, não se tem base nenhuma para nenhuma afirmação, em nenhum livro traz uma afirmação sobre isso.

Religião...

A postagem da tradução da musica do The Vaselines (Jesus doesn't want me for a Sunbeam), servem para ilustrar um pouco a minha ideologia sobre religião, esse excesso de religião e falta de Deus que temos nas igrejas com certeza foi uma das fontes causadoras de todos meus conflitos, desde a infância lapidado com a idéia de que "o mundo irá acabar", nunca ouvindo palavras de paz, somente do "Apocalipse". _ Vocês fazem idéia do que isso faz na cabeça de uma criança? As crianças precisam de amor, de paz, de alegria, precisam ser crianças...

Uma vida inteira ouvindo "das maneiras como irei para o inferno", não há como aceitar essa idéia, não há como crêr na palavra dos homens, o mundo está repleto de religiões, mas nem todas as pessoas que tem uma religião, tem Deus, a grande maioria só tem a religião mesmo.

Jesus doesn't want me for a Sunbeam - The Vaselines (Tradução)


Jesus não me quer como raio de sol
Pois seus raios de sol não são feitos como eu fui

Não espere que eu chore
Pelas razões que você teve de morrer
Jamais peça seu amor de mim

Não espere que eu chore
Não espere que eu minta
Não espere que eu morra por Ti

Lithium - Nirvana (Tradução)


Estou tão feliz porque hoje encontrei meus amigos, eles estão em minha mente.
Eu sou tão feio, mas tudo bem, você também é, quebramos nossos espelhos.
Manhã de domingo é todo dia pelo que me importo, e eu não estou com medo.
Acendo minhas velas com deslumbre, porque encontrei Deus.

Estou tão só, mas tudo bem, eu raspei meu cabelo, e não estou triste, e apenas talvez, deva ser culpado por tudo que ouvi, mas não tenho certeza.
Estou tão ansioso, eu não posso esperar para te encontrar lá, mas eu não me preocupo.
Estou tão ansioso, mas tudo bem, porque minha vontade é boa.

Eu gosto disso, sinto sua falta, eu te amo, eu quero te matar, não vou enlouquecer.

A magia dos 27 anos

Desde a infância, algo me vem a cabeça, "vou morrer com 27 anos de idade", nunca cheguei a parar para pensar o porque disso, qual a raiz, a origem, mas enfim, isso nunca havia me preocupado até então, mas desde o meu ultimo aniversário, quando completei os "tão esperados" 27 anos, tenho sofrido um tanto a mais do que antes, insônia, medo, depressão, crises de pânico, não houve uma noite sequer de sono tranquilo.


"Mas porque 27 anos?" - Esta é a indagação a qual sou submetido frequentemente por parentes e amigos, e por mim também muitas vezes.

Ainda não descobri o motivo.

Penso que só terei tranquilidade quando completar 28 anos, ai saberei que tudo não passou de mais uma alucinação, mais uma de tantas que tive, tenho e terei