quarta-feira, 29 de setembro de 2010

28 Anos...

Enfim, chegou o grande dia, findou-se a cruz que carreguei por 27 anos, exorcisei meus demônios hoje, sinto-me aliviado, foi mais uma vitória, hoje renasci e começo uma nova vida, talvez muitos não percebam isso e talvez não entendam, mas este ultimo ano foi muito importante, aprendi muito, evolui, eu sei que também chorei muito, pois toda transformação traz dor e lágrimas, mas enfim, estou aqui, com vinte e oito anos, e agora sinto-me liberto de muitas coisas, principalmente de algo que foi a origem de muito sofrimento, falo da religião, esse ultimo ano consegui encontrar-me em um "espirito livre" verdadeiro, livre da maldição das religiões, hoje nasce um homem de paz, de fé, mas de fé na vida, um homem que venceu a morte, e que não a teme mais, a vida simples e pura é o que eu quero agora, uma vida livre, com toda sua dor, com todas as suas perdas e com todas as suas imperfeições, mas... ...hoje eu vou viver a minha vida.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sonhos de Domingo a noite...

Acabei de ter um sonho, adivinhem sobre o que? É claro, sonhei que havia morrido, mas nesse sonho, era como se eu não estivesse ido embora, eu estava morto, mas ainda estava ali, como se meu espírito ficasse vagando pela terra, mas ninguém conseguia me ver, quase ninguém, minha esposa era a única que podia me ver e conversar comigo, mas o restante das pessoas não, eu estava ali, eu vi meu velório, vi as flores pretas e brancas sobre meu caixão, o lugar lotado de pessoas, cheio de crianças, as minhas crianças chorando no inicio do velório, mas como todo velório, no decorrer dos minutos eram poucos os que ainda choravam, meus pais minhas irmãs, minha esposa e alguns mais, as crianças já estavam distraídas e voltavam a brincar com as outras, eu vi a pequenina juntando as flores do chão e jogando pra cima como quem cata confetes em uma festa, na inocência dela ela podia voltar a sorrir, ela ainda não sabia o que realmente tinha acontecido, o mais velho estava em seu canto, sentado em uma cadeira, chorando, ele já tinha idéia do que estava se passando, e assim foram se as horas até o momento do enterro, e nesta hora quando levam o caixão, completa-se o terceiro martírio da morte, sendo o primeiro quando é dado a noticia, o segundo quando o corpo chega para ser velado e o terceiro e ultimo quando se despedem do corpo no tumulo, três momentos de sofrimento extremo, e findado esta terceira etapa eu ainda estava ali, vendo tudo e sem poder fazer nada, aquilo pra mim estava só começando, os dias se seguiram e estava em casa, vendo a vida tomar sua nova forma, desta vez sem a minha presença, uma experiência nova para todos, mas aos poucos tudo ia voltando a naturalidade, a vida é assim, chora-se um dia mas no outro devemos levantar a cabeça e seguir em frente, faz parte, mas nesse decorrer da vida eu estava ali e ainda podia conversar com minha esposa, e isto foi pior para ela, ela podia me ver e me ouvir mas sabia que eu estava morto, e o tempo passou e apenas ela carregava este fardo, e eu vi as crianças crescerem , as coisas acontecendo e eu não estava ali, eu nada podia fazer, eu não podia tocá-los, eu vi todos os momentos em que choraram de saudades de mim, e nada pude fazer, digo a todos que este foi o pior sonho que tive até o momento, ver as crianças crescerem e não poder fazer nada e ver minha esposa precisando levar a vida dela em frente e eu ali como um fantasma levando os limites da razão dela ao extremo, não creio em céu e inferno, creio apenas no fim de tudo isso, mas se existisse um inferno este sonho ilustraria bem o qual seria o meu. Foi o sonho de um domingo à noite em que fui dormir mais cedo, lá pelas 22:30h, quando tive este sonho eram apenas 01:30h da madrugada de domingo para segunda-feira, e como é de conhecimento da maioria, e se não era passa a ser neste momento, eu tenho sérios problemas com domingo à noite, algo que me incomoda profundamente deste a infância, esta depressão de domingo sempre foi minha “cruz”, lembro-me muito bem de quando chegavam as tardes de domingos, e apenas as musicas dos programas de televisão daquele horário eram o suficiente para começar meu sofrimento, eram infindáveis horas de tormento até o momento em que o sono chegasse, e aliado a isso, uma insônia fazia também seu papel de prolongar por mais algumas horas esse castigo, o tempo passou, mas ainda hoje carrego esta “cruz”, a diferença é que hoje tenho meus meios de driblar estes domingos mais negros, quando a situação fica insustentável eu tenho de apelar para meus remédios, são a única maneira de poder controlar isto, claro que com o tempo aprendemos alguns truques e “modus operandi” da depressão, sei que domingo tenho que evitar dormir cedo, sempre que faço isso eu tenho pesadelos ou acordo de madrugada sem sono, dormir cedo só com remédios, mas as vezes eu me esqueço e pago o preço por isso, como hoje, em plena duas da madrugada estou aqui escrevendo para tentar aliviar a dor de mais um sonho aterrorizante, talvez seja a pressão pela hora fatídica estar chegando, falta menos de um mês, menos de um mês para me livrar desta maldição que me acompanha também desde a infância, os “vinte e sete anos” foram com certeza o meu maior martírio desta vida, depois que esta idéia de um dia morrer as vinte e sete se materializou, digo materializou pois hoje estou com vinte e sete anos completos e cada dia, cada um dos 365 dias desse ano, não passou e nem passará um dia que eu não pense ao menos um minuto sobre isso, e faltam poucos dias para que minha morte aos vinte e sete se torne verdade, ou que eu volte a ser imortal.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Quem aqui conhece Deus?

Levantem as mãos seus bastardos!
Leviana mentira!
Agindo sorrateiramente, como serpentes a espreita da vitima. Se intitulam, se vangloriam, mentem. A maior das mentiras, sim, existe a maior das mentiras. Mentir pra si mesmo, essa é a maior das mentiras. Colocam Deus em fábulas mirabulosas, envergonham a força divina suprema que nos deu a vida. Nos ensinaram a criar bestas de madeira e pedra, e colocando ali o poder de Deus. Mentira! Nos presentearam com objetos inanimados, deram faces sobre o desconhecido, nos enganaram. Como simples primitivos, nos deram rituais, limitaram o poder de Deus a um levantar e abaixar de mãos enganadoras, como se Deus estivesse ali, com acesso simples por tragédias ensaiadas. Nos criaram com cabresto, nos impediram de viver, deixaram nossa mãos atadas em troca de uma promessa maligna que um dia teriamos uma outra vida bem melhor que essa. Porque devemos viver esta vida de sofrimento então? Já que és tão insignificante perante a mestria com que é minusciosamente descrita na comédia que se faz a outrora! Bastardos, isso sim. Esses que vos falam de amor, lhes fingem amor, lhes negam a vida, negam sua propria vida perante seus semelhantes, mas na coxia onde encenam seu ato, tramam, traem, matam, roubam, mentem, são pecadores. Pecadores maiores se és possivel tal afirmação. Se crêem em verdade, se dizem crer em verdade, a cada palavra mais se mostram mentirosos. Não há Deus nestes lugares. Mas caso busquem rituais e celebrações com alegorias vãs, sintam-se em casa. Pois não passam disso, simples alegorias, como um carnaval, como um natal, como muitos de nossos dias. Como podem dizer que fazem em nome de Deus, pobres bastardos, sequer conhecem realmente a Deus. Empunham uma bandeira, juram honrá-la até a morte, mas não é a bandeira de Deus, é apenas uma bandeira de homens, é a bandeira que nos fizeram tolos por séculos e ainda assim muitos de nós são feitos. Esses sim são homens de pouca fé. Em sua vã consciencia colocaram Deus em pedaços de madeiras, trocaram o nome de Deus, o aprisionaram. Criaram um deus "soberano", mas que nos permite o sofrimento, um deus onipotente, mas que não vence o mal, ou pior, que deixou a existencia do mal, criaram um deus onipresente, mas impediram-lhe de chegar ao coração do pequeno faminto que padece aos prantos sobre o cadáver esquelético dos irmãos, criaram esse deus. E se dizem ter o amor de Deus, enchem a boca para falar em nome de Deus. Tendo Deus como unica força criadora e atuante no universo, temos que aceitar Deus como o criador do próprio mal. Que Deus tem o poder, que Deus é o poder, isto está claro, caso contrário todos nós já teriamos sido tragados pela garganta nebulosa do mal, mas existe o mal, e ele estava lá, e lá ele encontrou um Deus que não era onipotente, ou teria Deus cedido uma "terça parte de seus anjos" por simples compadecer dessa outra força? Deus se fez presente nas coisas boas da vida, nas coisas simples, no abraço apertado do filho, expressando a saudade de um pai que a muito estava ausente, ali está Deus, este sim é Deus, o Deus que nos dá o ar nos pulmões toda manhã, e esse Deus vem gratuitamente, vem em momentos simples, sem cerimônias, vem no amor. Deus não vem em trajes festivos, comandando carros alegóricos, não vem em muralhas, em vitrais, em mirras e incensos espalhados pelos cômodos da casa; não vem em desenhos, não vem em estátuas de pedra ou de barro, Deus vem no sol da manhã, no calor deste sol, que esquenta nosso corpo e nos convida a brindar mais um dia que se inicia. Mas este verdadeiro Deus foi aprisionado, por aqueles que mais deveriam lhe dar a liberdade, aqueles que se intitularam sacerdotes. Esses bastardos não conhecem Deus.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que temos de certeza desta vida?

Não sabemos de onde viemos e nem pra onde vamos, passamos a vida inteira procurando respostas para coisas que estão além da nossa capacidade, brincamos de deuses, brincamos com Deus. Se vamos morrer, seja com vinte e sete ou noventa anos, isso não importa, mas o que faremos até lá? Estamos todos em um mesmo barco, somos todos seres humanos, todos de uma mesma familia, não temos raça, religião, nem país, somos todos irmãos, devemos nos amar como tal. Gastamos nossa inteligência criando maneiras diferentes de tirar vidas, tiramos vidas por dinheiro, como isso é possivel, como aceitar que tenhamos a capacidade de matar nossos irmãos, como empunhamos nossas armas para tirar uma vida, simplesmente por ela não concordar com "nossas" teorias religiosas, como podemos ficar felizes quando garotos de outro país perdem a perna em um campo minado, como podemos aprisioná-los em campos de concentração por não terem nascidos no mesmo solo que o nosso, qual a diferença? Uma linha imaginária separa um país de outro, e o que lhe faz acreditar que esse punhado de terra deste lado de cá é melhor que o deste outro ai? Na guerra nunca há vitoriosos, todos somos perdedores, a humanidade perde, o planeta chora, chora pelo sangue de seus filhos que são enviados como cordeiros ao sacrificio, enviados a morte sem propósito algum, como os pais podem dormir tranquilos? Eu sei muito bem que tantos passaram por este mundo buscando a paz, tentando de tantas maneiras que fossemos irmãos verdadeiramente, em musicas, livros, passeatas, protestos, movimentos, e tantos mais, mas infelismente o mundo não quer paz, o ser humano nasceu para a guerra, mas para uma guerra má, nasceu para lavar as mãos com o sangue de seus irmãos, pois destes tantos que lutaram pela paz o que receberam além do ataque insano do mal, tiveram suas vidas ceifadas violentamente por desejar o bem. Quem faz o bem hoje? A religião? Esta dita autoridade está aqui com o unico propósito de comandar uma sociedade primitiva, comandar para beneficio próprio, e não pela "obra de Deus", Deus nos criou para que vivessemos em comunhão, Deus não criou religião, não criou estes dogmas, isto tudo é obra do homem, Ele com certeza não se agrada com tamanhas barbáries que são feitas em Seu nome. Imaginem a cena da criação, "Filhos, vos criei cristãos e por isso vão habitar esta região, e criei também estes que habitam em outras terras e serão chamados de muçulmanos, para que vocês possam enfrentá-los e matá-los em Meu nome". Porque Deus faria isso? Por acaso não é ele criador de todos os seres? Não há lógica neste pensamento religioso, toda essa religião que habita o mundo está errada. Isso tudo é obra de nosso espirito separatista, é obra de nosso preconceito. Nada há de Deus nisso, com certeza ele não se alegra nisso. Como podemos amar a Deus se odiamos nosso irmão? Enquanto não tivermos a coragem de nos abraçarmos verdadeiramente como irmãos, sem que haja distinção de raça, de nacionalidade, de religião, enquanto isso não acontecer verdadeiramente, não há como dizer que encontramos Deus.